A QUINTA

A tradição inspira-nos
desde 1578

FOMOS ABENÇOADOS COM UM PEDAÇO DE TERRA EM ALENQUER, MAIS PROPRIAMENTE PERTO DA PEQUENA LOCALIDADE DE MECA, ONDE PRODUZIMOS OS NOSSOS VINHOS COM UM PERFIL ÚNICO QUE RESULTA DO ABRAÇO ENTRE A SERRA DE MONTEJUNTO E O OCEANO ATLÂNTICO.

A primeira menção à Quinta de São Bartolomeu aparece num documento datado de 1578, ano atribulado da História de Portugal em que o rei D. Sebastião, “O Desejado”, morre na Batalha de Alcácer-Quibir e sobe ao trono o Cardeal D. Henrique. Volvidos mais de 400 anos, a Quinta de São Bartolomeu é hoje berço de vinhos de excelente qualidade reconhecida nos principais concursos internacionais como o Concours Mondial de Bruxelles ou o International Wine Challenge.

LUGAR HISTÓRICO

SITUADA EM ALENQUER, A QUINTA DE SÃO BARTOLOMEU FAZ PARTE DE UM CONJUNTO DE QUINTAS SENHORIAIS QUE CONSTITUEM UM PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO QUE NO NOSSO PAÍS SÓ ENCONTRA PARALELO NO MINHO.

No século XVII, a propriedade pertenceu a Luis Meireles de Pedrosa, da Ordem de Cristo. Foi no século XIX, que D. José da Cunha, Marquês de Olhão e bisavô dos actuais proprietários, recebeu por herança a Quinta de São Bartolomeu, tendo estes recebido a propriedade de sua mãe e tias no ano de 1998.
Nessa altura, éramos essencialmente produtores de uvas de qualidade, sendo um dos nossos maiores clientes a vizinha Quinta de Pancas.

ALGUNS DESAFIOS

NO ENTANTO, A COMPRA DA QUINTA DE PANCAS, EM 2006, PELA COMPANHIA DAS QUINTAS, E CONSEQUENTE DESISTÊNCIA DA COMPRA DE UVAS EM JULHO DESSE ANO, VEIO ORIGINAR UMA PEQUENA CRISE NO SEIO DA QUINTA DE SÃO BARTOLOMEU, VENDO-SE ESTA OBRIGADA A VENDER AS SUAS UVAS DE QUALIDADE A UM PREÇO RELATIVAMENTE BAIXO.

Com este percalço, aproveitou-se para dar início a uma, há muito desejada, experiência de vinificação. Foi desta forma que a Sociedade Agrícola Cunha Folque, que gere a Quinta de São Bartolomeu, vinificou, pela primeira vez, cerca de cinco toneladas de uvas da casta Merlot e cinco toneladas da casta Cabernet Sauvignon. Com o excelente resultado obtido pela qualidade desses vinhos, percebemos então o grande potencial deste terroir.

UMA DECISÃO

NO TOTAL, O PROJECTO VITIVINÍCOLA DA QUINTA DE SÃO BARTOLOMEU ENGLOBA HOJE CERCA DE 40 HECTARES, INCLUINDO AS ÚLTIMAS PROPRIEDADES ADQUIRIDAS: A QUINTA DA TAIPA (10HA) E A QUINTA NOVA (3HA).

Esta última propriedade confina com a estrada N9 e possui uma antiga adega em ruínas embora seja nosso objectivo a sua recuperação e integrá-la no nosso projecto vitivinícola. O nosso lema assenta em darmos a conhecer os vinhos da Quinta de São Bartolomeu e a região onde estes nascem, algo que passa igualmente pela nossa aposta no enoturismo enquanto elo de ligação entre os nossos vinhos e os consumidores. Esta é uma estratégia que tem vindo a ser implementada pela geração mais jovem que acrescentou um toque de modernidade ao projecto.

A PROPRIEDADE

OS ACTUAIS EDIFÍCIOS DA QUINTA FORAM RESTAURADOS NA ÁREA RESIDENCIAL, NO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO PASSADO, APRESENTANDO HOJE UM CORPO ALINHADO NUMA GRANDE FACHADA. ATRÁS, FICA O PÁTIO COM ACESSO POR UM BELO ARCO DE RECORTE BARROCO.

De realçar também os monumentais pórtico e escadaria que dão acesso à antiga horta com o respectivo tanque de rega que armazena as águas provenientes de 3 mães de água situadas a 50 metros da capela situada na continuidade do corpo principal residencial. Uma das paredes da residência ostenta as armas dos “Cunhas” Marqueses de Olhão, na família dos quais esta propriedade ainda se mantém desde meados do século XVIII. Além dos edifícios residenciais e capela atrás descritos, a propriedade conta com uma série de edifícios, antigas vacarias, palheiros, cavalariça, casa de carros de cavalos e de arreios, casas de caseiros e empregados, etc.